A pessoa com surdez é um indivíduos que apresenta potencial e capacidade intelectual igualmente a de qualquer pessoa ouvinte. Ter sido estimulado com recursos adequados, faz muita diferença no seu desenvolvimento comunicativo, possibilitando então, a demonstração de conhecimentos adquirida na sua trajetória escolar; tornando- o dessa forma sujeitos da suas próprias decisões, conscientes de seus desejos e vontades.
No texto de Damázio e Josimário F. M, são claras as capacidades e potencialidades existentes na pessoa com surdez:
... “a pessoa com surdez, como ser humano descentrado, em que os processos perceptivos, lingüísticos e cognitivos poderão ser estimulados e desenvolvidos, tornando-os seres humanos capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens, com potencialidade para adquirir e desenvolver não somente os processos visuais - gestuais, mas também ler e escrever as línguas em seus entorno.”
Assim, a pessoa com surdez sofre perda sensorial auditiva, ou seja, surdez, impedindo-a de compreender o significado das palavras, sentimentos, considerados mais abstratos possíveis utilizados na língua dos ouvintes. No entanto, existe a necessidade de fazer uso de suportes sensoriais para elas apropriarem-se dos significados destas palavras.
Dê acordo com a trajetória histórica da pessoa com surdez, a mesma, era considerada deficiente, por não conseguir compreender a língua da sua comunidade ouvinte, ficando marginalizadas e excluídas em guetos; para comunicar-se entre si, passaram a criar seu próprio dialeto com as mãos “ Língua de Sinais” e a cada dia ficavam mais isolada da sociedade, que via essa forma de comunicação como algo desprezível.
O desafio de educar a pessoa com surdez gerou muitas discussões e as políticas eram baseadas entre utilizar a gestualidade ou oralidade. Estudiosos defendiam hora a oralidade como a única forma da pessoa com surdez se desenvolver na língua do ouvinte e outros pesquisadores apoiavam a utilização da língua de sinais já conhecidas pelo surdo. Com o passar do tempo, perceberam que nem a gestualidade e nem a oralidade davam conta de propiciar uma educação de qualidade na língua do ouvinte para a pessoa com surdez; por que nenhuma valorizava a potencialidade destas pessoas como afirma Damázio e Josimário P. F.
“Enquanto as discussões ficam centralizadas na aceitação de uma língua ou outra, as pessoas com surdez não tem o seu potencial individual desenvolvido ficam segundarizadas e descontextualizadas das relações sociais das quais fazem parte sendo relegada a uma condição excludente ou a uma minoria.”
No entanto, as novas Políticas Públicas da Educação Especial na Perceptiva da Educação Inclusiva, traz a quebra das práticas tradicionais excludentes no ensino da pessoa com surdez e faz repensar novos caminhos nas propostas educacionais das escolas. O bilingüismo é apresentado como a atual abordagem na educação da pessoa surda, no qual, valoriza o potencial dessas pessoas, ampliando o seu vocabulário através de diferentes ações dentro da escola com vários profissionais envolvidos, sendo dividida em: AEE de libras, AEE em libras e AEE para o ensino da Língua Portuguesa como descreve Damázio e Josimário P. F.
Sabemos que a nova política de educação no Brasil vem tecendo fios direcionais que possibilitam superar uma visão centrada de homem, sociedade, cultura e linguagem de forma fragmentária, certamente, não só neste momento histórico como um modismo, mas que se consolidará numa perspectiva de inclusão de todos, com especial destaque para as pessoas com deficiência. Neste ponto, uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, principalmente para pessoas com surdez, tem se tornado promissor no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais.”
Porém, também devemos pensar em uma escola aberta a mudanças, descentralizada dos preconceitos as diferenças, tornando-se reconhecida pelas diferenças que são eminentes a todos nós. A proposta Bilíngüe trás em seus conceitos a liberdade da pessoa com surdez fazer suas próprias escolhas tendo contato com as diferentes formas de aprender. A garantia de serem respeitada na forma, no qual, expressão – se, já está à segurada na lei, como afirma Damázio e Josimário P. F.
“ Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, que determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. “
Por fim, as organizações do AEE nas três modalidades bilíngües devem começar a serem implantadas nas escolas e cada uma delas tem que ser diferenciada; cabe a todos profissionais da escola envolver-se neste processo, empenhado esforço na garantia dos recursos necessários, sendo colocando a disposição das pessoas com surdez; a formação de parcerias dos profissionais para que a proposta aconteça com qualidade e o respeito à individualidade de cada um na apresentação das atividades a serem executadas. O uso de recursos sensoriais como imagens favorece o aprendizado destes alunos, porém nem somente esses, mais também a música, o teatro, objeto concreto e outros, permitirá a compreensão dos termos mais abstratos existente na língua dos ouvintes; possibilitando a pessoa com surdez tornando-se fluente nas duas línguas, de sinais e da pessoa ouvinte.
Oi Dri muito legal estes videos, adorei, parabéns pela excelente escolha.
ResponderExcluirBeijos Suédia.